Desde 2003, a gestão tucana frente ao Executivo do Estado de São Paulo incorporou 33 mil novos servidores durante os governos de Geraldo Alckmin e José Serra. A expansão aconteceu na contra-mão de um dos principais pontos de crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há anos, os tucanos alfinetam o governo petista por promover o aumento do quadro de pessoal e os gastos com o funcionalismo.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o contingente de novos contratados em São Paulo é semelhante ao do Ministério da Fazenda, que conta com auditores fiscais distribuídos por todo o país e só perde, no aparato civil federal, para Educação, Saúde e Previdência.

Além disso, a alta das despesas com os funcionários dos Três poderes, apurada pela Secretaria da Fazenda, foi ainda mais acelerada, graças aos reajustes salariais concedidos às principais carreiras. O gasto público estadual subiu 19% acima da inflação e chegou em 2008 a R$ 43,1 bilhões, ou a soma dos ministérios da Defesa e da Fazenda.

Mesmo com metodologias distintas, as diferenças entre Estado e União são mínimas. Lula elevou a quantidade de servidores civis ativos do Executivo em 12% até julho passado; já os tucanos aumentaram em 14% o efetivo de servidores (apesar da Secretaria de Gestão Pública apontar alta de 5% entre 2002 e 2009).

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