Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro revogaram na tarde desta terça-feira (1º) a lei que proibia a realização de bailes funk e raves no Estado. Eles também aprovaram o projeto de lei que caracteriza o funk como um movimento cultural legítimo de caráter popular.

O fim da lei de proibição das festas, que havia sido redigida por Álvaro Lins (ex-chefe de polícia no governo de Rosinha Garotinho) e outorgada no dia 27 de maio de 2008, levou todos os entusiastas do funk presentes na Assembléia a comemorar, cantando Eu só Quero é Ser Feliz.

“O Rio de Janeiro se identifica com o batidão. Não só o Rio, mas todo o Brasil. Esse projeto vai virar nacional”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL), co-autor da lei. “Atualmente é impossível repactuar o Rio e dialogar com os jovens sem o funk.”

A ideia do projeto é diminuir o preconceito sobre o estilo e fazer com que o funk seja integrado à comunidade desde cedo, sendo ensinado nas escolas e utilizado como objetivo de reflexão a respeito da sociedade.

“O samba também foi marginalizado no início, o sambista era preso por vadiagem. E hoje é o maior espetáculo do Brasil. Meus filhos são funkeiros e eu vim para prestigiar. Se o funk tivesse surgido no asfalto, não sofreria discriminação”, afirmou Neguinho da Beija-Flor, presente na assembleia para prestigiar a votação. “E eu vou gravar um funk em homenagem a esse movimento.”

Essa aprovação foi motivo de grandes comemorações no local, que tinha entre os observadores do plenário MC Júnior, MC Leonardo, Ivo Meirelles devidamente acompanhado de uma parte da bateria da Mangueira, Rômulo Costa (da Furacão 2000) e o DJ Marlboro.

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