Existem documentários de rock (Shine A Light, dos Rolling Stones, por exemplo) e existem biografias de roqueiros e bandas célebres (tipo The Doors).

Mas existe também uma categoria de filmes que são homenagens feitas ao espírito e à cultura do rock’n’roll através de histórias de ficção. Aqui, os artistas e as histórias são inventados, muitas vezes inspirados em gente real (ou, como no caso da banda Spinal Tap e do roqueiro Brian Slade, de Velvet Goldmine, compilados a partir de vários artistas diferentes). Os personagens também podem ser pessoas comuns, mas que vivem para a música, caso dos adolescentes de Quadrophenia ou da dupla de Wayne’s World.

Dá uma olhada nesses dez trechos que o Virgula separou especialmente para o Dia do Rock.

Sabes o que Quero (1956)

Um dos primeiros filmes a usar o rock’n’roll como trilha e traz o som de pioneiros como Little Richard e Eddie Cochran. A atriz principal é Jayne Mansfield, pin-up de seios fartos que rivalizava com Marilyn Monroe como símbolo sexual máximo dos anos 50. Ela faz o papel de uma aspirante a cantora que deixa os homens com torcicolo quando passa.



Tommy (1975)

Versão para cinema da primeira ópera-rock do The Who (de 1969). Conta a história do menino Tommy, que tem uma infância e adolescência sofrida, mas depois se torna um herói popular graças a sua habilidade no fliperama. O trecho mostrado abaixo traz Tina Turner no papel de uma prostituta traficante de LSD.

Quadrophenia (1979)

Baseado na segunda ópera-rock do The Who, o filme celebra a tribo dos mods,
uma das maiores na Inglaterra dos anos 60. Fãs de soul music, adeptos
de roupas super-estilosas e sempre a bordo de lambretas “tunadas”, os
mods viviam em pé de guerra com os “rockers”. O trecho abaixo mostra
uma balada mod com um dos “reis” da cena, vivido por ninguém menos que
Sting.

This Is Spinal Tap (1984)

Clássica sátira do rock. Apresenta a trajetória da “banda” Spinal Tap, “deuses do rock” no melhor estilo dos grupos grandiosos dos anos 70. Todos os clichês possíveis do rock’n’roll estão aqui, num raro momento onde o gênero olha para si mesmo e ri da caricatura em que havia se transformado.


Footloose (1984)

Com Kevin Bacon e Sarah Jessica Parker (bem no começo de carreira), 
mostra um rapaz da cidade que vai para uma cidadezinha do interior onde
o rock’n’roll e a dança foram proibidas. Bacon e seus amigos resolvem
enfrentar o “sistema” ao tentar promover um baile. Foi estouro de
bilheteria na época e a música-tema tocou sem parar nas rádios.

The Commitments (1991)

Dirigido por Alan Parker (The Wall),
este filme foi um sucesso no começo da década de 90. Retrata as
dificuldades de uma jovem banda que toca clássicos do rock e do soul na
Irlanda.

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Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s World) (1992)

Outro hit dos anos 90 foi a dupla de bocós divertidos Wayne (Mike
Myers) e Garth (Dana Carvey), espécie de Beavis e Butthead de carne e
osso. As aventuras dos dois peronsagens, apresentadores de um programa
num pequeno canal de TV, vinham sempre lotadas de referências ao rock.
No clipe abaixo, eles “interpretam” “Bohemian Rhapsody”, do Queen

The Wonders – O Sonho Não Acabou (1996)

Escrito, dirigido e protagonizado por Tom Hanks, este simpático filme
mostra a ascenção meteórica e queda livre de uma banda de um hit só. O
hit em questão, composto para o filme, acabou virando sucesso de nas
rádios do mundo real.

Velvet Goldmine (1998)

Um tributo ao glam (ou glitter) rock, estilo que bombou no começo dos
anos 70 com David Bowie, Elton John, Queen e T-Rex. Velvet traz
Jonathan Rhys-Meyers, Ewan McGregor e Christian Bale. Em formato de
musical, mostra os personagens e suas fantasias e lembranças ligadas ao
glamour da música e da fama.

Escola do Rock (2003)
 
Jack Black faz um músico fracassado que acaba indo dar aulas para crianças numa
escola. Lá, começa a pilhar a molecada para montar uma banda da classe,
prometendo levá-los ao palcos. No vídeo abaixo, ele ensina um aluno a
tocar “Touch Me”, do The Doors.

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