Em entrevista à rádio Jovem Pan, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o eleitor sempre avalia as propostas no momento da eleição, mas ela ressaltou que, com o escândalo do ‘mensalão do DEM’, quem vai sofrer as consequências será somente o partido. Para Dilma, o Democratas vinha perdendo representatividade política desde as últimas eleições. “Acredito que o DEM não será o partido mais bem sucedido das eleições de 2010”, revelou a ministra.

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Em relação a sua candidatura, Dilma Rousseff explicou que não acredita que uma candidatura seja construída de forma negativa sobre os erros dos outros. A ministra-chefe da Casa Civil aproveitou para defender sua presença em inaugurações de obras do PAC e ressaltou que irá continuar viajando pelo país para as inaugurações. Pela legislação eleitoral, caso seja candidata de fato, Dilma Rousseff deve deixar o cargo até o dia 3 de abril de 2010. No entanto, Dilma e Lula querem permanência prolongada para vincular a imagem da ministra à do presidente e às obras.

Questionada sobre as projeções da economia para o próximo ano, a ministra enfatizou que não existe a menor possibilidade de achar que a inflação está fora de controle. De acordo com Dilma, no que se refere a infra estrutura, nós temos uma sobra de energia até 2014, mas uma melhoria no setor deve ser feita.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) saiu neste domingo, em defesa de prévias no PT para escolha do candidato ao governo de São Paulo em 2010 e colocou o seu nome entre os concorrentes. Sobre sua preferência ao governo de São Paulo, Dilma Rousseff foi ‘política’ ao responder e ressaltou que este é um processo que depende de Lula, já que hoje o governo e basicamente o partido, tem uma preferência inequívoca com o Ciro Gomes. “É muito imaturo de minha parte dizer quem é o melhor, prefiro passar essa”, respondeu Dilma.

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