O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, disse nesta sexta-feira (4), em Berlim, que “a economia mundial começa a sair da pior crise econômica e financeira” registrada “desde a Segunda Guerra Mundial”.

No entanto, durante a 6ª conferência anual que o Bundesbank (banco central alemão) celebra em Berlim, Strauss-Kahn frisou que a recuperação será lenta.

“Estou preocupado com os custos sociais e econômicos do desemprego, que deverão continuar mesmo após a estabilização dos mercados financeiros e da produção”, disse Strauss-Kahn.

Segundo o dirigente, as medidas de estímulo adotadas para combater a crise mundial deveriam ser abandonadas “apenas quando a economia se recuperar e a taxa de desemprego cair”.

O francês também disse que, para haver reequilíbrio na demanda, serão necessárias fortes medidas políticas, inclusive o fortalecimento do sistema financeiro nas economias mais avançadas e o fomento dos gastos públicos em países asiáticos emergentes.

Além disso, Strauss-Kahn pediu reformas que impulsionem a produtividade, aumentem a flexibilidade no mercado de trabalho e estimulem o consumo.

Sobre o sistema monetário internacional, o francês acredita que, “apesar de seus problemas”, ele funciona melhor do que se diz frequentemente”.

Ainda segundo  Strauss-Kahn, o fortalecimento do dólar durante a crise reflete o status da moeda americana como “ativo seguro inigualável”.

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