A quinta-feira (10) marcou a volta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao patamar dos 58 mil pontos no fechamento do pregão. Um resultado como este não acontecia desde o final de julho do ano passado. Na época, a bolsa paulista, após bater o recorde histórico de maio, vivia um momento de turbulência por conta do inicio do agravamento da crise internacional.

Com a piora do cenário internacional, os investidores passaram a tirar seus recursos da bolsa, já que perdas eram registradas em todo o mundo. Para se ter uma idéia, o valor mais baixo registrado no mercado brasileiro na crise foi nas casas dos 28 mil pontos em outubro passado.

O mercado brasileiro iniciou o processo de recuperação de forma mais acentuada somente no início de 2009. No primeiro dia do ano, o Ibovespa teve uma alta de mais de 7%, fechando com 40 mil pontos. Desde então, o índice da bolsa teve um ganho de mais de 56%, ajudando os investidores na recuperação das perdas com a queda do ano passado.

Muitos fatores contribuíram para a melhora do desempenho da bolsa, entre eles os incentivos do governo para o setor de construção civil e para a compra de imóveis, por meio de financiamentos pela Caixa Econômica Federal.

Essas medidas fizeram com que as ações de empresas do setor liderem os ganhos da bolsa no ano. Só a Rossi Residencial, por exemplo, teve alta de 230,28% desde janeiro, a maior alta do Ibovespa, seguida da Gafisa (164,77%) e da Cyrela (159,51%).

Um exemplo do bom momento é que a bolsa vive, das 64 ações que fazem parte do principal índice da bolsa, apenas duas acumulam alta em 2009. A maior queda é da Brasil Telecom Participações, com desvalorização de 46,86%. A outra é do banco Nossa Caixa, mas a perda é de apenas 4,02%.

Sempre que atinge um patamar simbólico, como é os de 58 mil pontos, é comum que os investidores realizem lucros, fazendo com que a bolsa registre alguns dias de queda.

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