Neste sábado (12), os apaixonados pela velocidade comemoram os 63 anos de Emerson Fittipaldi, eternizado como o primeiro piloto de destaque internacional do Brasil. Paulista, filho de pai brasileiro e mãe russa, Rato – como é conhecido pelos amigos – será lembrado por muitos anos como o nome que alavancou nosso país no cenário do automobilismo mundial.

E, ao contrário do que muitos imaginam, não foi Emerson o primeiro membro da família Fittipaldi a gostar de carros. Seu contato inicial com o asfalto foi através do irmão, Wilson, que em 1964 ainda disputava corridas em uma berlineta (uma espécie de carroceria para dois passageiros). Também em 1964 Emerson passou a competir em circuitos de kart e, em apenas cinco anos, começou a correr em provas internacionais, como a Fórmula Ford e Fórmula 3.

Daí para a Fórmula 1, foi um pulo. Ou uma acelerada. Pela Lotus, em 1970, Emerson Fittipaldi iniciou sua trajetória na maior categoria do automobilismo e na mesma temporada marcou seus primeiros pontos, provando ser um piloto promissor.

A confirmação das expectativas chegou dois anos depois. Com cinco vitórias, o paulistano tornou-se o primeiro brasileiro campeão mundial de Fórmula 1, e diga-se de passagem, o piloto mais jovem da história a alcançar o triunfo no campeonato (recorde que veio a ser batido há pouco pelo espanhol Fernando Alonso e, posteriormente, pelo inglês Lewis Hamilton), feito que se repetiria em 1974, quando conquistou o bicampeonato – desta vez pela McLaren – em um ano marcado pela vitória no GP Brasil.

Além dos dois mundiais inéditos para o Brasil, Emerson também entrou para a história do país ao ser o dono da primeira equipe brasileira da categoria. Era a Fittipaldi, que por contar com o patrocínio da cooperativa brasileira de açúcar e álcool ficou conhecida pelos brasileiros como Copersucar. Teve seu desempenho mais memorável em um GP Brasil de 1978, disputado em Jacarepaguá.

Com a carreira de piloto de F1 encerrada em 1980, Emerson Fittipaldi conseguiu destaque em outra grande categoria do automobilismo internacional: a Fórmula Indy, famosa por seus circuitos ovais. De início, o bicampeão de F1 não gostava deste tipo de pista. Contudo, acabou se acostumando e, quando se aperfeiçoou aos traçados, faturou duas tradicionais provas das 500 milhas de Indianápolis (1989, quando chegou ao título da Indy, e 1993). Assim, levou o nome do Brasil mais uma vez ao topo da velocidade no mundo.

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