O fato do da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter fechado em alta nos últimos dias faz com que muita gente já preveja o fim da crise. Certamente é muito cedo para afirmar isso, mas o que se pode dizer que uma onda de otimismo chegou ao mercado brasileiro desde o início da semana passada.

Essa boa maré pode ser explicada principalmente devido à atração de investidores de outros países para a bolsa paulista. Na sessão da terça-feira (5), a Bovespa teve uma leve alta, resistindo a um movimento normal de queda após sucessivas altas. Nos três pregões anteriores, a valorização foi de 10%.

Um dos fatores que comprovam que o momento é bom para a maior parte das ações é que até os papéis que costumam ter menos interesse, chamados de segunda e terceira linha, estão com valorização significativa nos últimos dias. Isso indicaria maior confiança do investidor para o longo prazo.

A entrada de dinheiro de investidores de outros países contribuiu para a redução da cotação do dólar. A moeda americana chegou a ser negociada acima de R$ 2,2 na última quarta-feira (29), enquanto na terça-feira (5) quase bateu na casa dos R$ 2,1. Parte desse otimismo se deve também a boas notícias no mercado externo, que serviram uma injeção de ânimo para os mercados.

Para se ter uma idéia mais clara do momento que vive a bolsa, ela viveu seu auge em maio de 2008, quando esteve com cotação máxima de 73.920 pontos. Desde então, a Bovespa vinha acumulando sucessivas quedas, até chegar a seu fundo no final de outubro, quando atingiu menos de 30 mil pontos.

Nos meses seguintes, o que se viu foi um período de meses de incertezas, com movimentos de alta e de baixa alternados. Essa nova tendência teve início em março, quando a bolsa paulista estava entre os 35 mil e 40 mil pontos. A última vez que a Bovespa esteve na atual casa dos 50 mil pontos foi em setembro de 2008, pouco antes das cotações despencarem consideravelmente.

Se a gente comparar os dados do mercado brasileiro com o americano dá para ter uma idéia do tamanho da recuperação. Nos últimos seis meses, a bolsa paulista teve uma recuperação que beira os 40%, enquanto em Nova York o Dow Jones perdeu pouco menos de 40% no mesmo período.

Com as constantes altas dos últimos pregões, é normal que a Bovespa enfrente algumas importantes quedas nos próximos dias.  Isso se deve ao fato dos investidores, que já perderam muito dinheiro com a crise, iniciarem um movimento de venda de ações para recuperar parte de seus prejuízos.

*Cotações: Yahoo Finance

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Entenda a onda de otimismo na Bovespa

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