Eles têm quarenta e tantos anos, mas já se firmaram como bons treinadores. Descubra quais são, na opinião da equipe do Fanáticos por Futebol, os treinadores revelados na década 00.

Vagner Mancini – Paulista de Ribeirão Preto, Mancini foi um meio campista de razoáveis recursos técnicos que perambulou por vários clubes do interior paulista, tendo uma temporada no Grêmio como ápice. Após pendurar as chuteiras, ele começou a carreira de técnico na Sãocarlense em 2002. Dois anos depois, assumiu o Paulista de Jundiaí e apareceu para o Brasil ao vencer a Copa do Brasil de 2005, vencendo o Fluminense em duas partidas, após eliminar Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense e Cruzeiro. Jogou a Libertadores de 2006, mas não foi além da primeira fase. Ficou em Jundiaí até 2007, quando seguiu para o Al-Nassr, dos Emirados Árabes Unidos. Um ano depois voltou para o Brasil, para dirigir o Grêmio. Ficou apenas seis jogos oficiais, e foi demitido, mesmo invicto.

Foi para o Vitória onde se sagrou campeão baiano e levou o time a Copa Sul-Americana, após vencer o Grêmio por 4 a2, dificultando o caminho do Tricolor que acabou vice no Nacional. Em 2009, dirigiu o time baiano até a nona rodada do Estadual, mas deixou o Leão para dirigir o Santos. Na Vila Belmiro foi vice-paulista, mas caiu de rendimento durante o início do Brasileiro, sendo demitido em julho.  Em agosto voltou ao Vitória, onde levou o time novamente a Copa Sul-Amerciana. Ao término do Brasileiro fechou seu contrato com o Rubro-Negro e agora estuda novas prospostas.

Adilson Batista – Este curitibano de 41 anos foi um zagueiro com muita raça e boa parte técnica, conjunto que o levou a Seleção Brasileira e a grandes equipes do Brasil como Grêmio, Cruzeiro e Corinthians, onde fez parte do elenco campeão mundial de 2000 e em seguida se retirou dos gramados. Em 201 começou a carreia de treinador no Mogi-Mirim (SP). No ano seguinte, o primeiro título no banco, Potiguar, com o América-RN. Em seguida passou por Avaí, Paraná Clube, Grêmio, Paysandu e Sport até chegar ao Figueirense, onde papou o Estadual de 2006. Duas temporadas no Jubilo Iwata do Japão e o regresso ao Cruzeiro.

Em Belo Horizonte, venceu dois estaduais, boas campanhas no Brasileiro e o vice-campeonato da Libertadores, quando só parou no Estudiantes, da Argentina, após eliminar Universidad do Chiel, São Paulo e Grêmio. O golpe sofrido na competição continental fez com que a equipe patinasse no começo do Brasileirão 2009, mas em uma reação surpreendente, ganhou 40 pontos no returno, conseguindo a pré-vaga do Brasil na Libertadores 2010, quando enfrentará o Real Potosí, da Bolívia, com Adílson no comando pela terceira temporada seguida.

Ney Franco – Aos 43 anos, esse mineiro de Vargem Alegre termina 2009 com o rebaixamento do Coritiba no seu currículo. Um mancha considerável para um treinador que começou a carreira no até então desconhecido Ipatinga de Minas Gerais em 2004 e no ano seguinte levou o time ao caneco do Campeonato Mineiro, ganhando do Cruzeiro na finalíssima, em uma façanha que assombrou Minas Gerais. No ano seguinte, duas boas campanhas, vice no Mineiro e semifinalista na Copa do Brasil, chamaram a atenção do Flamengo, que o levou para o Rio de Janeiro em cima da decisão da Copa do Brasil, disputada contra o Vasco. Com um novo comandante e seu esquema tático, o Fla não deu chance ao arquirrival e venceu as duas partidas, levando Ney ao reconhecimento nacional.

No ano seguinte, mais uma conquista, o Cariocão. Na Libertadores, porém, desclassificação precoce nas oitavas-de-final, somada a um péssimo início de Brasileirão o levaram a ser demitido. Ele acabou indo ao Atlético-PR onde se sagrou vice-estadual e ficou sem emprego após outro inicio ruim de Brasileirão. Meses depois, o Botafogo o levou a General Severiano e no início de 2009, ele venceu a Taça Guanabara, mas perdeu a Taça Rio e o Estadual para o Flamengo. Mais um começo ruim e Ney deixou o Fogão no Brasileiro, assumindo e caindo meses depois com o Coritiba.

Dorival Júnior – Conhecido como Junior na sua época de jogador, Dorival Junior é sobrinho de Dudu, lendário meio campista do Palmeiras. Do tio famoso herdou a liderança dentro de campo. No Verdão atingiu seu melhor momento se tornando titular e participando do início vitorioso da parceria com a Parmalat. Após parar de jogar em 1995, no Juventude, ficou vários anos fora do futebol até começar a treinar o Figueirense, por quem foi campeão Catarinense no ano seguinte.

Depois foi campeão cearense com o Fortaleza e pernambucano com o Sport. Em 2007, bateu na trave ficando com o vice-campeonato paulista com o São Caetano. Em 2008, não foi bem no Cruzeiro e no Coritiba. No fim do ano, acertou com o Vasco, rebaixado para a Série B do Brasileirão. Montou o time a sua semelhança e deu a volta olímpica sem grandes sustos. Problemas financeiros impediram uma nova renovação e o técnico acabou acertando com o Santos para 2010.

Mano Menezes – Mais velho das revelações da década, este gaúcho de 47 anos, foi um zagueiro de poucos recursos no Guarani de Venâncio Aires (RS). Foi lá que ele iniciou a carreira de treinador. Rápidas passagens por Brasil de Pelotas e Iraty, antes da volta ao Guarani e o convite para treinar o modesto XV de Campo Bom. Lá surpreendeu o pais ao chegar as semifinais da Copa do Brasil, terminando na terceira posição. Outro bom trabalho no Caxias, lhe valeu o convite do Grêmio. Então na segunda divisão do Brasileiro, ele comandou o Tricolor na campanha de acesso, que culminou na lendária Batalha dos Aflitos, que levou o time a elite nacional. Em 2006 e 2007, dois Gauchões e o vice-campeonato da Libertadores, após eliminar São Paulo, Defensor (URU), Santos e só parar no Boca Juniors de Riquelme e Palermo.

No final do ano recebeu uma proposta do Corinthians e deixou o Grêmio depois de 169 jogos, com 89 vitórias, 35 empates e 45 derrotas, em um aproveitamento de 59,56%. No Timão, não se classificou para as finais do Paulistão e se sagrou vice-campeão da Copa do Brasil, diante do Sport. Porém, conseguiu com sobras o objetivo de subir de divisão, com o caneco da Série B. Em 2009, com Ronaldo Fenômeno entre os seus comandados, Mano Menzes teve um primeiro semestre iluminado, vencendo o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, título que o levou a mais uma Libertadores, em pleno ano do centenário do Timão. No segundo semestre alguns titulares foram vendidos, Ronaldo ficou um bom tempo machucado e o Timão se arrastou em campo, esperando 2010, que eles querem transformar em mágico, com Mano no comando da nau corintiana.

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