Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae-SP no final da tarde de quinta-feira (8) mostrou que a crise internacional ainda não foi superada pelos micros e pequenos empresários de São Paulo. O setor registrou em agosto uma queda de 1,3% no faturamento, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Este foi o 11º mês de queda seguido na comparação anual. O levantamento é realizado todos os meses e tem apoio da Fundação Seade.

Por outro lado, quando os números são comparados com os meses anteriores, agosto teve uma alta de 6,2% na receita líquida das empresas do setor. Este resultado é atribuído ao Dia dos Pais. Somente no comércio, o avanço 11,3% entre os dois meses. Em faturamento, as micro e pequenas empresas tiveram faturamento total de R$ 22,7 bilhões em agosto.

Levando em consideração o acumulado dos últimos 12 meses, de agosto de 2008 a julho de 2009, o comércio dos empresários de menor porte foi o único segmento a acumular alta, com crescimento real de 5,3%. Já indústria e serviços tiveram queda na mesma base de comparação, de 6,6% e 10,2%, respectivamente.

Para o diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o resultado das pequenas empresas é bastante influenciado pela baixa oferta de crédito destinado a este setor. “As atividades mais dependentes de financiamento continuam sendo as mais afetadas pelos reflexos da crise”.

A pesquisa é realizada com base no desempenho de 2,7 mil empresas no estado de São Paulo.

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