Um investimento na ordem de 25 bilhões de euros entre os anos de 2010 e 2015 pode resultar numa redução de 25% no desmatamento de florestas ao redor do mundo, sugere estudo de um Grupo de Trabalho para Financiamento em Redd.  O documento apresenta propostas para discussão sobre financiamento do mecanismo de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (Redd+).

Tendo como ponto de partida a necessidade de parar o desmatamento, com base num estudo de Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que indica que cerca de 13 milhões de hectares de florestas são destruídos anualmente – uma área do tamanho da Inglaterra, o estudo mostra que as mudanças no uso do solo causariam cerca de 17% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo ele, sem um mecanismo de Redd+, a meta de limitar o aumento da temperatura global será “muito mais difícil, e substancialmente mais caro”.  O documento diz que Redd+ pode trazer reduções significantes nas emissões a um custo razoável, além de colocar na conta os direitos de povos indígenas e comunidades locais.

“Este relatório estima que um financiamento de 15 a 25 bilhões de euros em Redd+ no período de 2010-2015 pode gerar uma redução de 25% na taxa de desmatamento anual global pode ser atingida”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.

O documento também levanta princípios e critérios para financiamentos em mecanismos de Redd+, e defende a iniciativa de que “todos os países em desenvolvimento que possuem florestas, com taxas altas ou baixas de desmatamento, deveriam ser incentivados a participar do mecanismo para maximizar os impactos e diminuir riscos como, por exemplo, de que emissões evitadas em um país reapareçam em outro”.

Segundo o documento, os elementos-chave para um mecanismo eficiente e efetivo poderiam ser preparados para 2010, com base no acordo que deverá será firmado neste final de dezembro, na Conferência do Clima em Copenhague.

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