O futebol é regado a metáforas. O frango engolido pelo goleiro; o chocolate que representa uma goleada; ou a bola mais alta que leva o nome de leitão são algumas das referências que ligam o esporte mais popular do mundo com quitutes e guloseimas apreciados pelos brasileiros.

Nas arquibancadas, onde a massa se localiza, o assunto comida também é muito citado pelos torcedores, que também têm lá suas preferências. Conheça aqui ‘pratos típicos’ oferecidos na porta de alguns dos estádios mais famosos do país.

Feijão-tropeiro: carro-chefe do “cardápio” do Mineirão

Feito com feijão carioca, linguiça, torresmo, arroz, couve, ovo, salsa, cebolinha e farinha de mandioca torrada, o feijão-tropeiro vendido no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, é um dos maiores sucessos entre os quitutes do futebol brasileiro.

Tanto é verdade que, em dias de clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, os 34 bares do Mineirão chegam a vender mais de 15 mil porções do prato típico de Minas Gerais.

Mesmo “banido”, o pernil paulistano ainda é famoso

Retiradas dos arredores dos principais estádios de futebol de São Paulo pela Polícia Militar, as famosas barraquinhas de pernil continuam como a preferida dos torcedores paulistanos. Morumbi, Pacaembu e Palestra Itália sempre tiveram sua clientela fiel que saboreava o quitute antes da uma partida de futebol.

O famoso sanduíche “paulista” é composto por pernil fatiado, tomate, repolho e cebola picados, além de um molho de limão com alho e, por fim, o shoyu.

Cannoli e tremoço “em segundo” lugar em São Paulo

Além do famoso sanduíche de pernil, existem mais dois quitutes típicos que disputam a preferência de duas torcidas na cidade de São Paulo.

Na Mooca, zona leste, o tradicional cannoli (o canudinho de massa folhada, com açúcar, canela e recheio de chocolate) do seu Antônio é unanimidade entre os torcedores do Juventus que comparecem à Rua Javari.

Já os fanáticos pela Portuguesa apostam no ilustre tremoço do Canindé, que é uma espécie de milho vendido em saquinhos.

Salsichão e codorna do Maracanã

Conhecido como o maior estádio do mundo, o Maracanã também não fica atrás dos demais palcos brasileiros quando o quesito é comida. Ao redor do local, o salsichão, que “toma” o lugar do pernil, e o cachorro-quente com batata palha e ovo de codorna são os preferidos dos cariocas.

Dentro do estádio Jornalista Mário Filho, os biscoitos de polvilho e o mate gelado são as principais pedidas.

Crepe é o destaque de São Januário; Couto Pereira aposta no pão com bife

Outra comida bastante consumida entre os torcedores cariocas é o crepe de São Januário. Localizada no ginásio do Vasco, a barraquinha, que vende o quitute à R$2,00, é um sucesso entre os vascaínos.

Já no Paraná, mais especificamente no estádio Couto Pereira, do Coritiba, o líder de pedidas é o famoso pão com bife.

Em Goiás, pamonha frita e disco de carne; variedade é o segredo de Pernambuco

Dois quitutes são campeões na preferência do torcedor que acompanha o campeonato goiano. A pamonha frita, composta por uma massa de milho com queijo e tempero (doce ou salgado), e o disco de carne, uma espécie de almôndega temperada, passada no ovo e na farinha de mandioca, chega a ser consumida por mais de 300 pessoas por jogo.

No Recife, a grande aposta é na variedade e no preço baixo dos petiscos em estádios de futebol. Queijo de coalho, cachorro-quente, coxinha, amendoim, castanha, ovo de codorna e rolete de cana, que são fatias de cana de açúcar servidas em espetinhos de bambu, fazem a alegria dos torcedores de Sport-PE, Santa Cruz e Náutico.

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