Os ministros de Economia e Finanças do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) decidiram neste sábado (05) manter os planos de estímulo em andamento para consolidar os indícios de recuperação da economia mundial e limitar as gratificações recebidas pelos diretores dos bancos.

Eles se reuniram em Londres para preparar a cúpula de chefes de Estado e do Governo dos próximos dias 24 e 25 em Pittsburgh (EUA), e decidiram também dar maior presença às nações emergentes nos organismos financeiros internacionais.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, destacou a necessidade de exigências mais duras de capital dos bancos, para minimizar práticas arriscadas de empréstimos, posição apoiada pelos ingleses, enquanto a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, destacou que a revisão das regras de capital, conhecidas como Basileia II, é suficiente.

Todos concordaram com a necessidade de manutenção do apoio governamental, sendo que o ministro de Finanças inglês, Alistair Darling, lembrou que “já cometemos esses erros antes, o mais evidente sendo nos EUA, no final dos anos de 1930, que viram uma recuperação na hora errada e voltaram a cair em recessão de novo”. O documento emitido pelos ministros do G20 deve sugerir a manutenção das políticas expansionistas.

Por outro lado, o diretor geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, destacou que “chegou o momento para os dirigentes de desenvolver suas estratégias de saída, já que se não conseguirem desenvolver suas estratégias de saída, se não conseguirem esclarecer e formular seus planos, correm o risco de acabar com a confiança e com o próprio processo de recuperação”.

Sem mais artigos