O Greenpeace organizou protestos nesta quinta-feira contra o uso indiscriminado do automóvel em oito capitais brasileiras, nos quais seus militantes, vestidos de guardas de trânsito, pararam e “multaram” os motoristas mais agressivos com o clima.

“Foi um protesto bem-humorado que procura alertar a população sobre os impactos do uso do carro e do transporte individual na mudança climática”, explicou Gabriela Vuolo, coordenadora de mobilização da campanha do clima do Greenpeace Brasil.

“Multamos em três situações: os que dirigem sozinhos e, por isso, estão fazendo mau uso do carro; pessoas em carros muito grandes que consomem muito combustível; e pessoas que não dão preferência ao ciclista ou ao pedestre”, explicou Gabriela, que participou do ato promovido em São Paulo.

“A receptividade está sendo muito grande. Todo mundo pensa que em São Paulo, por ser uma cidade muito grande, as pessoas nem querem baixar o vidro, mas estão gostando”, comentou Gabriela.

Sobre o fato de que alguns dos ativistas encarregados de “multar” terem aparecido com uniformes idênticos aos dos guardas de trânsito, Gabriela disse apenas que se trata de uma roupa muito parecida.

“Por isso, não há nenhum tipo de problema, é uma atividade de alerta, um protesto bem-humorado”, acrescentou. A mobilização também teve como objetivo convidar os motoristas a participar do Dia Mundial sem Carro, promovido na próxima terça-feira.

Além de São Paulo, o Greenpeace também protestou hoje em Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Manaus, Recife e Brasília.

Greenpeace "multa" motoristas que mais agridem o clima

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