No dia 11 de abril de 1970, Paul McCartney veio à publico para dizer que não suportava mais a pressão da guerra de egos em uma tal banda nativa da cidade inglesa de Liverpool, conhecida por todo o mundo como o Fab Four e que se tornou quase tão famosa quanto Deus: Os Beatles.

Há exatos 39 anos, todo o império construido pelos quatro cabeludos ruiu em definitivo, já que o começo do fim da banda já tinha sido anunciado com a morte do empresário e figura chave da ascensão dos “besouros” ao topo da música pop, o lendário Brian Epstein.

Sem fazer nenhuma apresentação ao vivo desde agosto de 66, durante a turnê do álbum Revolver, quando tocou para uma grande platéia no Candlestick Park em São Francisco, a banda tentava se recuperar das polêmicas acontecidas no ano anterior.

Com a morte do empresário por overdose, em 1967, os Beatles acabaram perdidos no mundo dos negócios musicais. Sem encontrar um agente confiável para tocar a administração da banda, as disputas internas que já existiam, começaram a causar grandes problemas para o quarteto.

Esses problemas acabaram dando margem para que o baixista George Harrison também colocasse as mangas de fora e exigisse mais participação nas composições da banda, que até então eram capitaneadas pela dupla Lennon/McCartney.

Com a ascendência do baixista ao status de compositor, a  instável máquina dos Beatles começou a desandar de vez. Mas a casa começou a cair de vez quando em 68 Lennon começou a levar sua nova namorada, a artista plástica Yoko Ono, para os ensaios e gravações da banda.

O descontentamento era geral no estúdio dos besouros e quando ela começou a opinar sobre o direcionamento musical da banda, o quarteto foi por terra de uma vez por todas.

Daí para frente foram três álbuns de relações completamente profissionais, que devido à qualidade técnica e talento da banda, ainda tornara-se clássicos mesmo estando muito distante do que os Beatles poderiam ser.

Só restaram à banda os últimos suspiros de um conjunto dissolvido. No dia 30 de janeiro de 1969, os quatro tocaram juntos ao vivo pela última vez, na antológica apresentação sobre o telhado da sede da gravadora Apple, na capital inglesa.

Muito próximo ao lançamento de Let It Be, no dia 11 de abril de 1970, McCartney disse que nunca mais dividiria um palco com John Lennon. A ameaça se cumpriu e no dia 31 de dezembro de 1970, um documento assinado por toda a banda colocou fim no maior conjunto de rock que já andou sobre a terra.

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