O ex-deputadol federal acreano Hildebrando Pascoal foi condenado, na noite desta quarta-feira (23) a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte do mecânico Agilson Firmino dos Santos, conhecido como “Baiano”, que foi torturado e teve o corpo cortado com o uso de uma motoserra, em setembro de 1996.

Os jurados entenderam que o ex-deputado foi o autor do crime e não o mandante da morte, conforme alegação da defesa do réu. A decisão foi divulgada pelo juiz Leandro Gross, titular do Tribunal do Júri, de Rio Branco. Esta foi a primeira vez que Pascoal foi julgado pela Justiça do estado.

Dos três réus, o júri absolveu Adão Libório e Alex Barros, que também eram acusados da morte do mecânico. O advogado Sanderson Moura, que representou o ex-deputado, alegou que vai recorrer da decisão dos jurados.

O magistrado também decidiu pelo não pagamento de indenização de R$ 500 mil para os familiares da vítima, cujo pedido havia sido feito pelo Ministério Público.

Hildebrando Pascoal vai cumprir a pena no Presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, no mesmo presídio no qual cumpre pena por outros crimes. O ex-deputado já foi condenado a mais de 80 anos de prisão por outros crimes, incluindo tráfico de drogas e a morte de um policial.

O irmão do ex-deputado, Pedro Pascoal, também acusado da morte de Baiano, deve ser julgado em na segunda-feira (29), sendo que não foi julgado no mesmo tribunal do júri que o irmão, por alegar problemas de saúde. Pedro Pascoal apresentou um atestado médico, que será investigado por peritos do Instituto de Medicina Legal e pelo Conselho Regional de Medicina.

Hildebrando Pascoal é condenado a 18 anos de prisão

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