40 anos, milhões de pessoas acompanhavam atentamente pela televisão os primeiros passos de Neil Armstrong na Lua. Uma imagem épica que deve entrar para a eternidade. Mas, segundo o jornal britânico The Guardian, a Nasa descobriu recentemente que pode ter perdido os únicos registros em alta definição feitos na época.

Durante quatro anos, arquivistas da Agência Nacional Americana procuraram exaustivamente nos anais da expedição Apollo 11 por um fita com as imagens originais da expedição.

A ideia da Nasa era revelar esses registros justamente na comemoração dos 40 anos do desembarque lunar. Potencialmente, este material poderia ser convertido digitalmente em imagens com muito mais qualidade e nitidez em comparação aos registros atuais.

Mas, os funcionários concluíram que os dados foram apagados inadvertidamente quando centenas de milhares de fitas magnéticas foram reutilizadas nos anos 70 e 80 para gravar o lançamento de inúmeros satélites.

“Estes satélites consumiram fitas durante sete dias por semana, 24 horas por dia”, disse Stan Lebar, o criador da câmera utilizada na Lua, para a radio America’s National. “Foi uma coisa difícil de acreditar […] Mas você tem que aceitar a realidade.”

As imagens que circulam desde 1969 foram feitas através de um câmera apontada para um monitor gigante que estava instalado no centro de controle da Nasa, em Houston. Este monitor, do tamanho de uma parede, exibia as imagens que eram obtidas na Lua.

Sem encontrar o filme original, a Nasa divulgou nesta quinta-feira (16) uma compilação de imagens restauradas digitalmente. Não há nada de inédito, mas traz um pouco mais de qualidade aos poucos registros da época.

"Houston, we have a problem": Filme original de Armstrong na Lua foi apagado

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