Cientistas da companhia IBM e o Instituto de Tecnologia da Califórnia anunciaram hoje a descoberta de um novo sistema para fabricar chips informáticos menores usando moléculas de DNA.


 


O avanço, que será publicado na edição de setembro da revista Nature Nanotechnology, permitirá produzir microprocessadores menores e mais potentes com custos de produção mais baixos.


Segundo o comunicado emitido pela IBM e pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, trata-se de “um método para dispor estruturas de DNA em superfícies compatíveis com os equipamentos atuais de produção de semicondutores”.


 


As partículas de DNA servem de “andaime” sobre o qual podem ser depositados milhões de elementos, como nanotubos ou nanocabos de carbono dispostos nas formações que se desejarem.


 


O resultado é que será possível fabricar chips menores que os atuais barateando o processo de produção. Atualmente, quanto mais fino é o microprocessador, mais caro é fabricá-lo.


 


Spike Narayan, responsável de Ciência e Tecnologia nos laboratórios da IBM em San José, Califórnia, disse em entrevista à imprensa americana que este novo método “poderia permitir economias substanciais na parte mais cara e difícil da fabricação de chips”.


 


O sistema também permitirá manter a vigência da chamada “Lei Moore”, formulada por Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, e que assegura que aproximadamente a cada dois anos se dobra o número de transistores em um circuito integrado.


 


A nova tecnologia só estará disponível em oito ou dez anos, acrescentou.

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