Faz menos de um mês que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) comemorava o rompimento de importante barreira psicológica, a dos 58 mil pontos. Vale lembrar que no início de 2009 estava com 40 mil pontos e em outubro do ano passado, pior momento da crise, a pontuação chegou perto de 28 mil.

Agora, o principal índice da bolsa paulista acumula um importante resultado positivo. Em 18 pregões, o mercado avançou quase cinco mil pontos, uma valorização que supera a casa dos 8% em um curto período de tempo.

Mas a que se deve esse momento bom da economia brasileira? O Brasil é visto por investidores estrangeiros como uma alternativa de rentabilidade em um mundo pós-crise. A classificação de risco positiva da agência Moody’s colabora que o país seja apontado como um local seguro para se investir.

A entrada de capitais no Brasil faz com que o dólar siga uma tendência de desvalorização. No dia 10 de setembro, a moeda estava cotada a R$ 1,81. Na sessão do dia 6 de outubro, a divisa fechou a R$ 1,749. Neste caso, a queda foi de aproximadamente 3,5%.

Outros fatores contribuem para este bom momento do mercado financeiro brasileiro. Na última semana, foram divulgados dados da balança comercial do mês de setembro. O resultado geral ficou abaixo do previsto. O que surpreendeu foi a alta expressiva nas exportações de ferro. Com isso, as ações de empresas do setor, como a Vale, tiveram um importante movimento de alta.

Na sexta-feira passada (2), as bolsas de todo o mundo acumulavam perdas de mais de 1%. No Brasil o movimento era o mesmo. No entanto, o cenário se reverteu inesperadamente no final da manhã, para fechar em alta, enquanto outros mercados dos EUA e Europa caíram. Especialistas apontaram a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 como um dos motivos desse resultado. A leitura é que os investimentos no país serão grandiosos para os próximos sete anos.

Ibovespa ganha mais de 8% em menos de um mês

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