O Conselho de Ministros iraniano aprovou no domingo (29) um projeto de lei para a construção de dez novas usinas de enriquecimento de urânio, segundo informações da agência de notícias Fars.

O Governo pediu à Organização de Energia Atômica do Irã que apresente, em um prazo máximo de dois meses, o projeto das dez instalações com características similares à unidade de Natanz, onde o Irã tem cerca de 7 mil centrífugas escondidas sob a terra. “Nos próximos dois meses deverá começar a construção das cinco primeiras e buscar a localização para as cinco restantes”, explicou uma fonte ligada ao governo.

Além disso, Fars detalha que a decisão foi adotada durante uma reunião especial do gabinete convocada pelo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no retorno de sua viagem à América do Sul e à África.

O líder argumentou que o Irã precisa produzir 20 mil megawatts de eletricidade para cumprir os objetivos do quarto plano de desenvolvimento nacional, e por isso é necessário ter as plantas, que estariam dotadas de um total de 500 mil centrífugas.

“Devemos chegar a um nível no qual possamos produzir entre 250 e 300 toneladas de combustível nuclear por ano. Para isso necessitamos de novas centrífugas com maior velocidade”, acrescentou.

A decisão do Governo iraniano foi anunciada 72 horas depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovasse uma resolução de condenação contra o Irã pela falta de transparência de seu programa nuclear.

A resolução, a primeira desde 2006, condena também o regime dos aiatolás por ter escondido a construção de uma nova planta de enriquecimento de urânio próximo da cidade santa de Qom, ao sudoeste de Teerã.

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