A Itália acolheu nesta quarta-feira (18) com “satisfação” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar a extradição do Brasil do ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, condenado pela Justiça de seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos.

Apesar de os juízes brasileiros ainda precisarem estabelecer se a decisão tem caráter “obrigatório” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou se é apenas uma autorização a ser ratificada pelo chefe de Estado, os aplausos foram muito na cena política italiana.

O ministro de Assuntos Exteriores italiano, Franco Frattini, disse à imprensa local que “o veredicto ratifica a profunda amargura gerada na opinião pública italiana pela decisão de conceder o status de refugiado a quem foi responsável por uma insensata e incompreensível violência homicida”.

Na mesma linha se expressou o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, que se declarou “satisfeito” por todas as vítimas de Battisti.

Perguntado sobre a questão pendente da autorização de Lula, o ministro da Defesa disse não ter dúvidas de que o presidente brasileiro ratificará a extradição. “Trata-se de um mero trâmite”, afirmou.

A Câmara dos Deputados italiana, que se encontrava em uma sessão de trabalho, acolheu com forte ovação a decisão do STF.

Na segunda-feira passada, Lula se reuniu com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi na Itália. Após o encontro, o presidente brasileiro não comentou o caso Battisti e disse apenas que se limitaria a acatar as decisões do STF.

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