Os políticos republicanos, e alguns democratas, criticaram a decisão do Governo do presidente americano, Barack Obama, de transferir a Nova York e julgar cinco supostos terroristas vinculados aos ataques de 11 de setembro de 2001.

No entanto, as autoridades de Nova York expressaram sua satisfação pelo fato de que se julgue nessa cidade os suspeitos pelos ataques que mataram ou feriram mais de 3 mil pessoas. Os familiares das vítimas mostraram reações ambíguas.

“A decisão irresponsável do Governo de Obama de processar o líder dos ataques na cidade de Nova York antepõe os interesses dos grupos liberais à segurança e proteção do povo americano”, afirmou, em comunicado, o chefe da minoria republicana na Câmara dos Representantes (Câmara Baixa), John Boehner.

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, anunciou ontem que recomendará que se peça a pena de morte aos suspeitos, que estão agora em Guantánamo e incluem Khalid Sheikh Mohamed, suposto organizador dos ataques.

“A possibilidade de que Khalid Sheikh Mohamed e seus cúmplices possam ser considerados ‘não culpados’ devido a algum detalhe legal a poucas quadras do lugar onde caíram as torres do World Trade Center deveria comover cada americano”, acrescentou Boehner.

O chefe da minoria republicana no Senado, Mitch McConnel, qualificou a transferência dos casos da Justiça militar à civil, e a escolha de Nova York como sede dos julgamentos, “um passo para trás na proteção de nosso país, que põe os americanos em um perigo desnecessário”.

No entanto, o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, disse que “é totalmente adequado que os suspeitos dos ataques de 11 de setembro sejam levados à Justiça perto do lugar do World Trade Center onde tantos nova-iorquinos” morreram.

O senador Joe Lieberman, democrata independente, sustentou que “os terroristas que planejaram, participaram e ajudaram nos ataques de 11 de setembro de 2001 são criminosos de guerra, não criminosos comuns”.

“Estão acusados de ataques covardes contra civis indefesos deveriam ser julgados por um tribunal militar, em vez dos tribunais civis”, acrescentou.

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