Os advogados do cineasta Roman Polanski pedirão nesta quinta à Corte de Apelações do distrito de Los Angeles que seja anulada a acusação contra ele, que data de 1977, por abuso sexual de uma menor, sem que sua presença seja necessária, informou hoje o jornal Los Angeles Times.

Polanski, de 76 anos e atualmente sob prisão domiciliar na Suíça, é foragido da Justiça americana desde que, em 1978, fugiu para a França para evitar ter de comparecer aos tribunais por abusar de uma menina de 13 anos.

Os advogados de Polanski sustentam que o documentário Roman Polanski: Wanted and Desired (2008) mostrou uma suposta falta de profissionalismo dos envolvidos no caso e gerou dúvidas sobre a validade do processo.

O objetivo dos advogados é que seja arquivada a causa contra Polanski sem que ele tenha que viajar aos Estados Unidos e depois que a própria vítima do abuso pediu publicamente que o cineasta não fosse processado.

A Promotoria, por sua parte, insistirá diante dos juízes que a intenção de Polanski é que “o caso seja desprezado”, mas não porque “se preocupe com a integridade do sistema Judiciário”.

As autoridades suíças detiveram o diretor no fim de setembro, em aplicação de uma ordem de prisão internacional.

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