No fim da tarde desta sexta-feira (23), a juíza Yedda Christina Ching-San Filizzola Assunção, da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou a prisão preventiva dos dois PMs acusado de ter omitido socorro ao coordenador da ONG AfroReggae, Evandro João da Silva, assassinado neste final de semana no Rio de Janeiro.

“A divulgação dos fatos nos noticiários nacionais e internacionais causa revolta e é capaz de abalar a segurança pública. Por isso, a manutenção da liberdade dos indiciados, após tal notoriedade poderia permitir não apenas a repetição de delitos assemelhados ou ainda mais graves, mas também a deslegitimação do exercício da Jurisdição Penal, e do próprio Poder Público”, declarou a juíza.

Ainda hoje, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), chamou os policiais do caso Afroreggae de “bandidos ao quadrado” nesta sexta-feira (23). Cabral ainda defendeu uma “punição dura” aos policiais Denis Leonard Nogueira Bizarro e o Marcos de Oliveira Sales, que não socorreram Evandro João da Silva e ainda permitiram a fuga dos assassinos.

“Eu classifico os policiais do Rio de Janeiro como verdadeiros heróis, porque estão incansavelmente no combate ao crime. Mas é evidente que uma instituição grande como é a Polícia Militar ou a Polícia Civil há sempre aqueles que destoam para o mal. Foi o caso desses policiais, que são bandidos ao quadrado, porque cometem um ilícito de farda. Isso é absolutamente inaceitável. A punição tem que ser muito dura”, disse Cabral durante a posse do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli.

“O episódio de sábado passado mostra que estamos no caminho certo de enfrentar esse esquema poderoso que se apossou de áreas no Rio de Janeiro. (Esse tipo de crime) deve ser combatido incessantemente com o apoio do governo federal e da sociedade, que é o que estamos fazendo”, completou.

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