Se Layne Staley, ex-vocalista do Alice in Chains estivesse vivo, completaria hoje 42 anos.  Nascido em Kirkland, Washington, em 1967, o músico foi viciado em heroína durante todo os anos 90, vício ao qual deve a decadência de sua carreira e também o fim de sua vida.

Recluso, ao contrário de Jerry Cantrell, guitarrista da banda grunge, que se encantou com o sucesso, sempre se manteve distante dos holofotes, gostava do mundo underground, dos bares de Seattle e de seus projetos paralelos, como a banda Gacy Bunch que depois passou a ser chamada de Mad Season.

Dono de uma voz potente e comovente, sua presença nos vocais era inconfundível e a timidez um traço forte de sua personalidade. Conheceu Jerry Cantrell em 1987 e começaram uma banda chamada Alice N Chains que depois se tornaria o Alice in Chains, ícone do movimento grunge, que ganhou força com a explosão de bandas como Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam.

Co-loetrista do Alice in Chains, boa parte de suas composições refletia sua relação de desejo e repúdio em relação à heroína, droga que causava enorme conflito ao músico, uma vez que sei pai também era viciado. Faixas como Sickman, Dirt, Angry Chair, Grind e outras em que ele se diz “sujo”, “morto por dentro” e que afirmavam que ele havia tomado um caminho sem volta, deixavam claro o quanto o vício em heroína o incomodava.

A partir do álbum Unplugged, lançado em 1996, seu estado de saúde era visivelmente deplorável e Layne começou a se fechar em sua casa, evitando que as pessoas o vissem naquele estado.

A banda parou de fazer turnês e começaram a ser lançadas coletâneas do tipo “The Best Of”, além de álbuns que não traziam muitas novidades. A dependência de Layne se intensificou e devido à reclusão, passaram a surgir rumores de que ele havia se suicidado.

Em 2002, extremamente abatido pela morte de sua namorada Demri Parrot, vítima de endocartite bacteriana, doença causada pelo uso de drogas, Layne acabou mesmo morrendo. Em 20 de abril de 2002, o corpo do roqueiro foi encontrado no condomínio onde ele morava, já em estado de decomposição. Sua morte foi dada no dia 5 de abril e a perícia indicou que Layne havia sido vítima de uma overdose letal de heroína combinada com cocaína, droga conhecida como “speedball”.

Para as viúvas e viúvos do grunge, eis Would, parte da trilha sonora do filme Vida de Solteiro (1981)



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