Muitas mães esperam ansiosas pela chegada do dia dedicado exclusivamente a elas. Aguardam presentes, abraços, carinho, mimos. Mas durante o ano todo, ou melhor, a temporada esportiva, tem uma ala de matriarcas que é citada e lembrada mais que todas. Nem por isso, por um bom motivo. Tratam-se daquelas que são mães de árbitros de futebol.

O VirgulaEsporte entrevistou um dos principais juízes do futebol brasileiro para saber como se comporta e, principalmente, qual a reação da mãe dele ao saber dos ‘não elogios’ recebidos dos diversos torcedores.

Segundo Paulo César de Oliveira, que além de possuir um distintivo Fifa é um dos profissionais de arbitragem mais respeitados no Brasil, sua mãe, Thereza de Jesus de Oliveira, nunca sofreu com a pressão da torcida, porque prefere ver tudo de casa.

“Ela lida bem com essa situação”, diz Paulo César. E tem mesmo que tirar de letra a situação. Afinal, além de Paulo César, Thereza é mãe de Luís Flávio e avó de Patrícia, todos trabalhando com arbitragem no futebol. “Ela não gosta de ir aos estádios. Na verdade, nunca foi a um jogo meu, do meu irmão ou da minha sobrinha”, contou P.C., que deixou claro que sempre recebeu apoio da mãe para continuar firme na carreira. “Desde o princípio, quando apitava no futebol de várzea, em Cruzeiro, ela sempre me apoiou.”

Questionado sobre o comportamento dela durante os jogos que apita, Paulo César limitou-se a dizer: “É natural”. O que ele quis dizer com isso? “Em casa é normal. Ela só não gosta de assistir ao jogos. Acompanha nossa entrada e pronto, pra ela isso basta e desliga a TV.”

Conclusão: mesmo não comparecendo aos jogos, como é o caso de Thereza de Jesus de Oliveira, mãe de juiz de futebol sofre.

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