O filme Salve Geral – O Dia em que São Paulo parou, que retrata os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em maio de 2006, ainda não estreou nos cinemas brasileiros, mas já recebe as críticas das “Mães de Maio“, grupo de mãe, parentes e amigos das vítimas do sangrento confronto.

Nesta sexta-feira (2), elas prometem protestar em vários pontos do país contra o longa-metragem e contra a omissão da Justiça, após mais de três anos, na apuração de centenas de assassinatos contra jovens da perifiera, ocorridos logo depois dos ataques do PCC. Grupos de extermínio que contariam com o envolvimento de policiais promoveram execuções a esmo na época, como vingança pelos ataques do PCC.

No Rio de Janeiro, a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência programou uma passeata a partir das 15h no shopping Rio Sul (Botafogo). Já em São Paulo, o protesto vai acontecer às 18h em frente ao Espaço Unibanco de Cinema, na rua Augusta.

“Nós não queremos saber de ficção, queremos saber da realidade”, afirma Débora Maria da Silva, mãe de vítima e presidente da Associação de Amparo a Mães e Familiares Vítimas de Violência.

Problemática

Entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, foram assassinados a tiros 493 civis no Estado de São Paulo. O número é superior ao total de mortos e desaparecidos durante os 21 anos de repressão da ditadura militar (424 vítimas).

Segundo as “Mães de Maio”, a chacina foi nomeada pela grande imprensa de “ataques do PCC”, mas a maioria das mortes (mais de 400) teria sido praticada por agentes policiais e grupos de extermínio ligados ao estado.

Filme

Salve Geral, de Sérgio Rezende, estreia nesta sexta-feira (2) nos cinemas brasileiros. O filme é o candidato brasileiro para disputar o Oscar 2010 de Melhor Filme Estrangeiro.

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