O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, inaugurou nesta segunda-feira uma reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico (Cicaa), a quem pediu um “compromisso de defesa sustentável” na captura do peixe.

“Podemos afirmar que esta é a reunião mais importante para a pesca no mundo”, afirmou o ministro sobre o encontro, que será realizado até a próxima sexta-feira em Porto de Galinhas (PE) e que pode estabelecer novos limites à pesca do atum vermelho em águas do Atlântico e do Mediterrâneo.

Na reunião participam representantes dos 50 países-membros da Cicaa, que estudarão durante os próximos cinco dias diversos relatórios científicos e de organizações ambientalistas que advertem sobre a possibilidade de que o atum vermelho se extinga em poucos anos caso os atuais níveis de exploração se mantenham.

Também serão analisadas propostas polêmicas, como a apresentada pelo Principado de Mônaco, com apoio de França, Reino Unido, Holanda e Alemanha, que pede a inclusão do atum vermelho no Anexo 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres.

A proposta de Mônaco, que na prática equivale a proibir a comercialização internacional do atum vermelho até que sua população adulta se recupere, foi apresentada em julho passado perante a ONU, junto a relatórios que alertam sobre o perigo de extinção da espécie.
Segundo os estudos, a biomassa de atum vermelho no Mediterrâneo se reduz constantemente desde 1957 e nos últimos dez anos diminuiu 60,9%, enquanto no litoral oeste do Atlântico caiu 82,4% entre 1970 e 2007.

A Cicaa mantém a atual cota de pesca de atum vermelho nesses dois mares em 22 mil toneladas ao ano, embora as organizações de defesa da natureza afirmem que o limite não é respeitado e que na realidade são apanhadas cerca de 50 mil toneladas. 

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