O ministro dos Esportes, Orlando
Silva, disse hoje estar “otimista” com a possibilidade do Rio de
Janeiro ser escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, embora
tenha reconhecido que a disputa está “aberta”, com as quatro cidades
candidatas em igualdade de condições.

“Estou otimista porque o Rio pode sair vitorioso. Madri, Chicago
e Tóquio têm condições, mas mostramos tecnicamente que somos
capazes”, afirmou o ministro em entrevista coletiva a
correspondentes estrangeiros.

Apesar do favoritismo da cidade brasileira ter aumentado nas
últimas semanas nas casas de apostas especializadas, sobretudo
depois da divulgação do relatório da Comissão de Avaliação do Comitê
Olímpico Internacional (COI), o ministro insistiu que “o jogo está
aberto”, em relação à escolha, marcada para o dia 2 de outubro em
Copenhague (Dinamarca).

Além da qualidade do projeto técnico do Rio, o Orlando Silva
destacou como fatores que jogam a favor da candidatura a “absoluta
harmonia” entre as três esferas de governo, assim como o apoio do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva à iniciativa, a experiência de
promover os Jogos Pan-Americanos de 2007, e o fato de que a América
do Sul nunca recebeu o evento olímpico.

Ao comentar os pontos fracos do projeto brasileiro assinalados no
relatório do COI (capacidade hoteleira, proximidade da Copa do Mundo
de 2014 e a falta de segurança), o ministro afirmou que nenhum
desses fatores impedirá que a cidade realize os Jogos de forma
bem-sucedida.

Segundo Orlando Silva, o fato do evento acontecer dois anos após
a Copa será uma “garantia” para o COI da capacidade do país de
realizar eventos esportivos de grande magnitude.

Ele explicou também que a quantidade de leitos exigida para a
realização dos Jogos Olímpicos estará à disposição em 2014, porque a
Fifa também pede grande número de vagas para turistas durante a
Copa. O ministro garantiu que o Governo, por meio do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), abrirá uma linha de
crédito para financiar a construção e reforma de hotéis.

Quanto à falta de segurança, o Silva afirmou que é “um desafio
permanente de todos os países do mundo”, mas destacou que o Governo
brasileiro pôs em prática alguns programas para que o problema seja
resolvido não só no Rio, como em outras cidades do país.

O ministro lembrou ainda que durante o Pan de 2007 não foram
registrados casos de violência relacionados com a competição.

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