O motoqueiro David Morales Colon, de 22 anos, foi velado nos dias 26 e 27 de abril montado em uma Honda CBR600 F4. O jovem faleceu no dia 22 e quis ser velado com a moto, presente de família.

David era motoboy, então ninguém se assustou com a pose. “Ele era assim mesmo”, “Ficou igualzinho”, “Parece que está vivo”, diziam algumas pessoas que passaram pelo velório para dar seu último adeus, informou o jornal Primera Hora na quarta-feira (28).

A moto, presente de seu tio José Torres, veio nas cores da Repsol (empresa que patrocina o time principal da Honda na Moto GP). “Ele era o nenê lindo do tio, todos sabiam disso. Essa moto eu dei para ele de presente, é o último presente e última lembrança dele”, disse Torres.

A funerária Marín chamou atenção há dois anos ao fazer um velório com o morto em pé. Dessa vez foi um morto sobre duas rodas. Eles juram de pés juntos que é um trabalho de respeito e homenagem, não de publicidade barata. “Não é morbidez, não tem nada diferente de outros velórios, porque não precisamos de publicidade. Somos seres humanos prestando um serviço à comunidade”, disse Elsie Marin, dona da funerária.

O falecido foi assassinado enquanto conversava com uma garota na frente de uma lanchonete. A garota foi atingida na pernas mas passa bem.

Ninguém soube informar o que foi feito com a moto, mas David foi enterrado tradicionalmente em um caixão.

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