O mês de junho foi marcado pela atuação da Polícia Militar no campus da Universidade de São Paulo, na região do Butantã. No último dia 9, um protesto em frente à reitoria da USP terminou em confronto entre alunos e policiais.

No episódio, os estudantes protestavam em frente à reitoria e bloquearam o acesso à universidade. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para conter os alunos, que responderam jogando pedaços de tijolos. Pelo menos um estudante ficou ferido e três funcionários foram detidos.

Nesta quinta (18), dando continuidade ao confronto, cerca de 3 mil grevistas da USP partiram do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em direção ao Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para protestar contra a presença da Polícia Militar na universidade e para pedir a renúncia da reitora Suely Vilela.

Apesar de, nos últimos anos, o movimento estudantil ter perdido a força, nestas últimas semanas as ações dos estudantes viraram manchete em diversos jornais. Portanto, entenda melhor o nascimento do movimento estudantil: 

IMPORTÂNCIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Na década de 60 e 70, a atuação dos estudantes teve bastante influência nas decisões políticas e maio de 1968 simboliza um marco para os movimentos estudantis.

Até hoje, a data representa um auge para as transformações comportamentais do Ocidente e o período, marcado por revoltas em todo o mundo, foi liderado por jovens que rejeitavam a ordem estabelecida e a sociedade de consumo.  

OS CARAS-PINTADAS

No Brasil, desde o final da ditadura militar, a importância do movimento estudantil declinou significativamente. Mas em 1992, a oposição ao então presidente Fernando Collor de Mello, que sofria acusações de corrupção, fez a resistência jovem ressurgir com todo vapor.

Com os rostos pintados de verde e amarelo, os “caras-pintadas”, movimento formado principalmente pela classe média brasileira, tomaram as ruas das principais cidades do Brasil para exigir o impeachment de Collor. Bem sucedida, a resistência contribuiu para que o atual senador do Alagoas perdesse seu cargo e seus direitos políticos por oito anos.

Sob os lemas “Fora Collor” e “Impeachment Jᔠas manifestações estudantis, que eclodiam pelo país, fizeram com que Collor se sentisse pressionado a abandonar o cargo. Apoiados pela imprensa, os “caras-pintadas” representam um dos mais importantes episódios do movimento estudantil brasileiro.

NA COLA: Relembre a importância do movimento estudantil para a política brasileira

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