Os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstraram na noite de sábado que estão satisfeitos com o andamento das negociações para um novo tratado de desarmamento nuclear, informou hoje o Kremlin.

Em um telefonema, Medvedev e Obama expressaram sua satisfação pelo trabalho de ambas as delegações em Genebra ser intensivo e direto, o que permite falar de progressos significativos nas negociações, destaca uma nota da Presidência russa, divulgada pelas agências de notícias do país.

Ambos os chefes de Estado se comprometeram a pedir a seus representantes que não diminuam o ritmo do trabalho para o alcance de um acordo definitivo sobre todos os aspectos do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), que expirou em 5 de dezembro mas foi prorrogado.

Segundo fontes russas próximas às negociações, o novo tratado de desarmamento nuclear está praticamente pronto, por isso os presidentes russo e americano poderiam assiná-lo em breve, em Copenhague (Dinamarca), onde ambos estarão no próximo dia 18.

Segundo a imprensa local, a última pendência no tratado é o desejo do Kremlin de acabar com as inspeções americanas nas empresas em que são fabricados os mísseis intercontinentais Bulava e Topol. Estes mísseis balísticos são as armas mais temíveis do arsenal estratégico russo e cruciais para que a Rússia mantenha a paridade nuclear com os EUA.

As autoridades russas acham que as inspeções são unilaterais e um anacrônico reflexo da desconfiança que existia entre ambas as potências durante a Guerra Fria (1947-1991).

Além disso, os inspetores russos não podem supervisionar os mísseis intercontinentais americanos Minuteman e Glory Trip, que ficam armazenados em lugares e condições especiais.

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