A aposta era a Holanda nas semifinais. Acabou, com dificuldades, se confirmando. A maioria, pelo menos 70%, apostava em vitoria da Alemanha diante da Espanha.
 
As pesquisas são feitas sempre na empolgação dos resultados.
 
A Alemanha vinha jogando melhor que todo mundo, implantou seu esquema de jogo que foi uma novidade por ser de um futebol “duro”, disciplinado e eficiente. Jogadores jovens se adaptaram rapidamente, causando surpresa aos próprios alemães.
 
Junto com o esquema, cresceram jogadores modestos que se transformaram em quase gênios. Özil é um exemplo.
 
Os adversários da primeira fase serviram como termômetro. Nas oitavas de final, enfrentou uma Inglaterra cambaleante, cheia de erros, aproveitou-se dos contra ataques e goleou.
 
A Argentina foi um adversário ideal. Bom ataque, fraca defesa, gol no começo e oponente aberto. Nos dois casos deu SHOW, mas jogou no limite de suas principais armas.
 
Em um dia ruim contra um adversário mais qualificado poderia ter problemas. TEVE.
 
A Espanha vinha na contramão. Esquema de jogo muito bem definido, mas com suas estrelas rendendo muito menos do que poderia. Vicente Del Bosque fez o necessário na primeira fase e classificou a “Fúria”.
 
Estava na hora dos jogadores responderem ao esquema. Responderam. Com louvor.
 
Contra a Alemanha, na semifinal, se impôs, teve quase 70% de posse de bola nos primeiros vinte minutos de jogo.
 
Pedro aberto pela direita e Villa pela esquerda poderiam ter tido aproveitamento melhor. Fernando Torres ficou no banco e não fez falta. Em alguns momentos do segundo tempo, os espanhóis poderiam ter definido. Antes do gol de Puyol.
 
Mais uma vez, a defesa foi muito sólida. Xavi, Iniesta, Busquets e Xabi Alonso estiveram perfeitos no meio de campo. Foram raros momentos que sobrecarregavam o sistema defensivo.
 
Lugar comum dizer do baixo aproveitamento de alguns dos principais jogadores da Alemanha. Não jogaram porque não tiveram espaço, porque a ESPANHA não deixou.
 
Del Bosque, conhecedor de futebol e administrador de vaidades, “engoliu” Joachim Löw.
Era hora de o técnico trabalhar, fazer a diferença. Löw passou longos 90 minutos assistindo um time jogar: não mudou o posicionamento, estava preparado para jogar apenas de uma maneira. Parecia a seleção do DUNGA. Uma nota só.
 
 
Holanda e a final
 
Mesmo sem ter feito uma boa partida diante do Uruguai, a Holanda chega com força nessa final. É a equipe mais equilibrada da competição. NÃO tem o mesmo poder de empolgar como a Espanha.
 
Será um jogo igual. Estratégico.
 
Os técnicos (Bert Van Marwijk e Del Bosque) terão papel fundamental. Eles têm sido importantes, apesar de que sempre é o jogador que faz a diferença. A Espanha tem mais opções para fugir da mesmice e levantar o (inédito) título mundial.
 
11 de julho de 2010 será mais um dia histórico para o futebol.
 
(Colaboração: Raphael Prates)


int(1)

O mundo terá um novo campeão. Espanha ou Holanda. E agora?