Direção: Neill Blomkamp
Elenco: Sharlto Copley, Jason Cope e David James

Os alienígenas chegam à Terra e não estacionam sua nave nem na América ou na Europa e sim, numa África do Sul pós-apartheid (o movimento que separava e segregava os negros dos brancos). Mas agora são os aliens que são discriminados por sua aparência, sua etnia, se assim podemos falar. Só essa premissa já traz a densidade e a tensão desse filme de ficção científica do estreante Neil Blomkamp e produzido pelo “Senhor dos Anéis” Peter Jackson. Distrito 9 (District 9) começa depois de 20 anos da chegada dos extraterrestres e sua difícil relação com humanos.

Eles já ocupam uma grande área em Joanesburgo, referência claro aos guetos – e são vigiados e controlados pela União Multinacional (MNU),
 que decide que eles devem se mudar para uma outra nova – e suspeita – região. O encarregado de chefiar essa missão é Wikus van der Merwe (Sharlto Copley), um burocrata atrapalhado que acaba contraindo um vírus e vai precisar da ajuda dos aliens para tentar reverter a situação. É nessa convivência e no excelente trabalho de roteiro que espectador e protagonista começam a perder o nojo e a repulsa pelos alienígenas e  a perceber o lado sórdido dos humanos.

Com uma câmera parodiando o estilo ágil do cinema verdade e do documentário jornalístico, a metáfora entre a realidade intolerante entre homens e a segregação vai se tornando – a cada sequência – mais clara e explícita. Filho legítimo do melhor de D. W. Griffith e de George Romero, Distrito 9 vasculha os  limites do humano e da tolerância.

Ele concorre também em  Roteiro Adaptado (Neill Blomkamp e Terri Tatchell), Edição e
Efeitos Visuais.

Veja o trailer legendado abaixo:

Oscar 2010 Melhor Filme - Distrito 9 vasculha os limites do humano

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