O bloco dos Países Menos Desenvolvidos (LDC, na sigla em inglês) reivindicou hoje 70% dos fundos de ajuda para a mudança climática que devem vir dos cofres dos países ricos após acordo na Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP15), em Copenhague.

O porta-voz da delegação do Timor-Leste na COP15, Adam Barbosa, pediu aos países industrializados para que destinem 1,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à mitigação do aquecimento global nos países pobres.

“Desse montante, 70% deveriam ser destinados aos Países Menos Desenvolvidos, que são os mais vulneráveis”, sustentou.

O bloco dos LDC, integrado por países africanos e do Sudeste Asiático, concedeu hoje sua primeira entrevista coletiva em Copenhague, quando insistiu nas “devastadoras perdas humanas” que a mudança climática provoca em seus países.

Bruno Sekoli, chefe da delegação dos Países Menos Desenvolvidos e representante de Lesoto, pediu que as nações ricas “adotem uma ação de cooperação em longo prazo”, de acordo com sua “responsabilidade histórica” como “causadoras” do aquecimento global.

Pelo bloco africano, o chefe da delegação nigeriana na COP15, Victor Fodeke, disse que “um ou dois” países ricos, que anunciaram propostas antes da cúpula de Copenhague, “estão dando para trás” no processo de negociação.

“Estamos em uma encruzilhada”, afirmou, ao solicitar aos países industrializados para que determinem no longo prazo que nível de financiamento destinarão ao controle do aquecimento global.

“Enquanto os países ricos discutem sobre uma percentagem ou outra, há ilhas do Pacífico que já estão preparando planos de evacuação diante de um repentino aumento no nível do mar. É uma questão de sobrevivência”, disse Fodeke.

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