Quem busca parques e praças de São Paulo para escapar da poluição pode ter uma surpresa. Um estudo divulgado este mês apontou que muito desses redutos verdes na cidade estão contaminados com metais pesados como chumbo, arsênio, cobre e bário. A longo prazo, o acúmulo dessas substâncias no organismo pode resultar em vômitos, diarreias, tonturas e, nos casos mais graves, até câncer.

A análise do solo, principalmente em pontos centrais como a Praça Buenos Aires, o Parque da Luz e o Trianon, indicou uma concentração mais de duas vezes superior ao recomendado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Os dados foram coletados por pesquisadores ligados a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a partir da análise de amostras colhidas em playgrounds e pistas de corrida de 14 parques da cidade.

Um dos pontos mais alarmantes está justamente na Praça Buenos Aires, em Higienópolis. A concentração de chumbo verificada foi de 400 mg/kg, enquanto o limite de segurança estabelecido pela Cetesb é de 180 mg/kg. Os parques do Ibirapuera, Aclimação, da Luz e Trianon também estão com níveis altos de chumbo, arsênico e cromo.

Mas especialistas dizem que não há motivo para pânico, pois ainda faltam dados que comprovem os reais perigos que o contato esporádico com esses metais pode provocar. De qualquer maneira, já se sabe quem são os vilões da história: a fumaça de escapamentos de carros e caminhões que dispersam essas substâncias.

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