Novembro foi o primeiro mês que terminou após o governo brasileiro ter iniciado a cobrança do Imposto sobre Operação Financeira (IOF) para o capital externo destinado a operações no mercado de ações do país. Após essa medida, a participação dos estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou ao menor nível em cinco anos.

No mês passado, de acordo com dados publicados na edição desta quarta-feira (2) do jornal Folha de S. Paulo, o capital vindo do exterior respondeu por 28,1% de todo o movimento de nosso mercado acionário. Esse é o menor percentual desde dezembro de 2004, quando a participação foi de 27%. Para se ter uma ideia, em outubro deste ano os estrangeiros responderam por 33,7% do total.

Além da queda na participação do capital externo, houve também uma redução importante no número de operações realizadas nos pregões da Bovespa. Entre outubro e novembro, aconteceram 12,6% menos operações em nosso mercado de ações.

A decisão do governo de taxar o capital estrangeiro foi tomada na noite do dia 19 de outubro. Na época, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, reclamou que a medida afastaria os investimentos do interior da bolsa, o que prejudicaria também o mercado local.

No entanto, o mercado acionário do país mantém um forte ritmo mesmo com a menor participação de estrangeiro. No primeiro pregão de dezembro, o Ibovespa teve alta de 2,03% e fechou com 68.408 pontos, o maior valor desde meados de junho de 2008.

Com a menor participação de estrangeiros, a categoria pessoa física responde agora por  30,9% das operações, enquanto o investidor institucional representa 28,4%.

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