A Promotoria venezuelana acusou a líder pró-governista Lina Ron de nove crimes, entre eles o de terrorismo, pelo ataque armado da segunda-feira contra a cadeia de televisão de oposição “Globovisión”, informou hoje a imprensa estatal.

Lina, líder do governista União Patriótica Venezuelana (UPV), se entregou à Justiça na terça-feira, horas depois que a Promotoria pediu sua detenção pelo ataque que supostamente liderou junto a 30 pessoas contra a “Globovisión”.

No ato, pelo menos o quarto ataque à cadeia por simpatizantes do Governo, um vigilante da cadeia de notícias e uma agente da Polícia Metropolitana ficaram feridos.

A Promotoria acusa a dirigente do UPV e uma das mais radicais seguidoras do presidente venezuelano, de ter supostamente cometido nove crimes, entre eles o de terrorismo, segundo a estatal “Agência Bolivariana de Notícias” (ABN).

A primeira audiência de seu julgamento no Tribunal 18 de Controle de Caracas está prevista para hoje, informou o deputado do UPV, Henry Hernández à “ABN”.

A audiência ia ser realizada ontem, mas foi transferida para hoje “já que o limite de horário para levar um detido diante de um juiz de controle previsto pelo Código Orgânico Processual Penal foi ultrapassado”, afirmou Hernández.

Segundo versões da imprensa local, Lina está presa na sede da Direção de Inteligência Militar (DIM) desde a terça-feira, quando o próprio presidente Hugo Chávez, em um ato militar transmitido em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão, informou que ela tinha sido entregue à Justiça.


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Partidária de Chávez que atacou TV é acusada de 9 crimes