João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, foi indicado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (10), por três crimes cometidos quando foi autorizada, de forma ilegal, a concessão de crédito consignado para servidores da Casa.

Zoghbi já havia sido indicado pela Polícia Legislativa do Senado, pela mesma razão, e responderá, de acordo com a PF, pelos crimes de concussão, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha, penas que podem render até 23 anos de prisão.

O ex-diretor do Senado, que prestou depoimento por cerca de três horas nesta segunda-feira, foi o primeiro indiciado no inquérito, que deve ser concluído ainda neste mês. Outras cinco pessoas também devem responder por crimes semelhantes.

Zoghbi, que ganhou notoriedade por ter usado uma ex-babá como “laranja” em uma empresa que recebia comissões para intermediar o serviço, já havia admitido que alguns servidores contraíram créditos consignados que, somados, possibilitavam desconto em folha superior aos 30% permitidos por lei.

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