A Polícia Federal realizou buscas na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e encontrou dinheiro da mesma série numérica de um lote de cédulas apreendidas de empresas acusadas de bancar o “mensalão do DEM”.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo deste domingo (20), as assessorias do governador e da Polícia Federal não falaram sobre o assunto. Em uma nota divulgada no sábado (19) por seu advogado, Arruda classificou como “caluniosas” as acusações de que teria recebido propina.

A reportagem afirmou que os investigadores descobriram com um ex-assessor de Arruda notas previamente marcadas com tinta invisível para identificar os destinatários da propina. Porém, durante a operação Caixa de Pandora, realizada em 11 de dezembro, cédulas da mesma série foram achadas no gabinete de um assessor de Arruda, na residência oficial e na sede das empresas Vertax e Adler, que são apontadas como fontes de abastecimento do esquema.

O relatório da Polícia Federal aponta que parte da verba distribuída pelo ex-secretário Durval Barbosa foi encontrada na residência de um ex-assessor pessoal do governador do Distrito Federal, e fazem parte de um lote de R$ 600 mil que Barbosa receber das empresas para repassar a outros integrantes do governo.

O jornal diz ainda que Durval Barbosa, que realizou as gravações do escândalo do “mensalão do DEM”, já colaborava com a investigação da Polícia Federal e, por isso, o dinheiro foi marcado pela polícia.

A estratégia era deixar que as cédulas fossem distribuídas para identificar os destinatários de propina. A reportagem revelou que o dinheiro apreendido na casa do ex-assessor de Arruda tinha séries A2406, A2870, A2994 e A3027.

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