O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, insistiu nesta quarta-feira com os chefes de Estado e de Governo a comprometerem-se para a conquista de um acordo mundial sobre mudança climática na conferência de dezembro em Copenhague.

Rasmussen ressaltou que só com a presença na capital dinamarquesa de líderes mundiais será possível fechar um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

“Qualquer um pode ver que os avanços nas negociações até agora foram modestas. Para que haja um acordo suficiente é preciso agregar mais dinamismo ao processo”, afirmou Rasmussen em um encontro com a imprensa estrangeira em Copenhague.

O líder dinamarquês lançou há uma semana uma iniciativa batizada Copenhagen Commitment Circle para manter reuniões periódicas por meio de videoconferência com os principais chefes de Estado e de Governo, com o objetivo de impulsionar as negociações.

A primeira reunião realizada na semana passada com o presidente do México, Felipe Calderón, e o primeiro-ministro australiano, Kevin Ruud, será seguida hoje de outra com os mesmos protagonistas mais os chefes do Governo de Bangladesh e Etiópia, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Apesar reconhecer as dificuldades e a lentidão do processo de negociação, Rasmussen demonstrou esperança e disse acreditar na possibilidade em um acordo, no entanto, ressaltou a importância de fechá-lo em Copenhague, não em hipotéticas reuniões posteriores.

“Tantas expectativas foram criadas em torno de Copenhague como o final do processo, que falhamos, nos arriscamos a um retrocesso grande”, declarou Rasmussen, quem reconheceu os avanços na direção correta realizados nos últimos meses por países como os EUA, Japão, China e a Índia.

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