A produção industrial brasileira cresceu 2,2% em julho deste ano, em comparação com o mês anterior, mas caiu 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do avanço, o patamar de
produção ficou 10,6% abaixo do nível recorde atingido em
setembro.

Além disso, com o resultado do mês, o indicador acumulado no ano (frente ao mesmo período do ano passado) passou de -13,4%, em junho, para -12,8%, em julho. Já o índice acumulado nos últimos doze meses manteve trajetória decrescente, passando de -6,5%, em junho para -8,0%, em julho.

Na comparação de julho com junho, o aumento foi puxado pelos bens de consumo, que tiveram crescimento de 2,7%, seguido dos bens intermediários (2,0%) e bens de capital (1,4%).

Analisando os 27 segmentos pesquisados, apenas quatro apresentaram redução. Os destaques positivos ficaram para os setores de máquinas e equipamentos (8,9%) e metalurgia básica (4,5%). As reduções foram notadas nos segmentos de máquinas e materiais elétricos (-6,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,1%).

Na comparação com julho do ano passado, 23 segmentos apresentaram queda na produção, com destaque para veículos automotores (-21,5%), máquinas e equipamentos (-20,2%) e metalurgia básica (-19,2%).

No acumulado do ano, a produção industrial apresentou uma redução de 12,8% e no acumulado de 12 meses, um decréscimo de 8,0%.

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