O número de sacerdotes acusados de pedofilia no Coral de Ratisbona (sul da Alemanha) aumentou nesta segunda-feira (22) para seis, confirmou Clemens Neck, porta-voz da diocese.

Entre os acusados estão quatro padres e duas freiras. Um dos homens trabalhou no internato em que Georg Ratzinger, irmão do papa Bento XVI, foi diretor musical durante três décadas.

Neck explicou que as acusações são anteriores a 1984. Os homens vivem atualmente em diversas dioceses da Alemanha, enquanto as duas mulheres sofrem de demência senil. Segundo ele, o número de vítimas continua aumentando, ao mesmo tempo em que são apresentadas acusações contra religiosos que já morreram.

No início do mês o Bispado de Ratisbona anunciou que dois religiosos da comunidade, mortos ainda em 1984, foram condenados judicialmente por pedofilia.

Por outro lado, a Igreja Evangélica informou hoje em Düsseldorf que três casos suspeitos de abusos, que envolvem sacerdotes e funcionários eclesiásticos, estão sendo investigados.

A vice-presidente da diocese, Petra Bosse-Huber, explicou que nos últimos dias várias denúncias chegaram à instituição, algumas com mais de 50 anos. “Estamos envergonhados e horrorizados. Pedimos o perdão das vítimas”, disse.

Estes casos somam-se a uma série de revelações que vieram à tona desde que foi descoberto, em fevereiro, um escândalo de pedofilia na escola de elite jesuíta Canisius, em Berlim. Até o momento as acusações afetam 23 escolas e internatos alemães, em especial os conventos da Baviera.

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