A jornalista Teté Ribeiro, autora do livro A Nova York de Sex and the City, é uma apaixonada pelo  seriado, mas não pelo filme. Mas isso não a impediu de encontrar a atriz que dá vida à série, Sarah Jessica Parker, por quatro vezes. Foram dois encontros em Nova York e dois em Londres, entre 2008 e 2009. No primeiro, que Sarah falaria sobre o longa-metragem das mulheres pós-feministas, ela faltou. Compareceram apenas o diretor do filme, Michael Patrick King, e as outras três atrizes do quarteto: Kristin Davis, Cynthia Nixon e Kim Cattrall. A desculpa foi que a atriz estava passando mal, mas a imprensa européia, bem mais venenosa que a americana, logo foi questionando se não era porque Sarah não se dava bem com Kim Cattrall. No dia seguinte, surge a estrela. “Ela parou o lugar, a pele dela é a mais bonita, o dente dela é o mais branco e o cabelo dela é o mais bem tratado”, diz Teté rindo ao telefone para o Virgula.

 

Ela conta que também nunca viu alguém tão magro. “Talvez uma adolescente anoréxica, mas eu duvido que ela deve ter todos os órgãos vitais, não cabe…”, diverte-se a jornalista. Teté ficou encantada com a inteligência de Sarah e nos dois encontros em Nova York falaram da quantidade de referências ao Brasil no seriado e sobre a babá brasileira, Alexandra, que Sarah contrata. Aliás Teté relembra: “‘Ela cuida do meu filho, ela não é minha babá’, ela disse pra mim, mostrando uma certa mentalidade de proletariado”. 

 

Em Londres, ela estava mais cínica… como a cidade. “Acho que ela ficou azeda porque os tablóides ingleses tiraram sarro do vestido tomara-que-caia que ela tinha usado na première da noite anterior e uma jornalista antes de mim a irritou dizendo que ela deveria tentar a gravidez própria e não terceirizar como ela tinha acabado de fazer [Sarah teve gêmeos por barriga de aluguel], mas mesmo assim achei ela ótima”.

 

Teté encerra a conversa: “Sem ‘sarah jequice’, a minha impressão dela foi a melhor possível”. 

Sem mais artigos