A juíza Júnia de Souza Antunes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, determinou a suspensão da reintegração de posse da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que é ocupada por cerca de 80 manifestantes desde a semana passada.

Nesta segunda-feira (07), policiais foram até o local, para fazer cumprir o mandado conseguido pelo presidente em exercício da Câmara, Cabo Patrício (PT), que vencia às 17 horas, mas tiveram de recuar.

O próprio deputado distrital ligou para Júnia e pediu que a reintegração fosse adiada, alegando que não havia condição de segurança para a operação, uma vez que os manifestantes ameaçaram resistir, colocando em risco todos que estavam presentes no local.

Entretanto, Júnia intimou nesta noite o secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos de Oliveira, a cumprir “imediatamente” a decisão e desocupar o local em 24 horas.

CONTRA ARRUDA

O grupo promete seguir no local até que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e seu vice, Paulo Octávio, deixem o cargo, em razão da denúncia de que ambos operariam um esquema semelhante ao do mensalão.

A principal razão apontada para o adiamento foi o baixo número de policiais, apenas 12, para enfrentar as 80 pessoas que estavam dentro do prédio (30 reforçaram o protesto durante a tarde). Assim, nova negociação entre os dois lados será aberta, até porque está marcada uma sessão para a manhã desta terça-feira, em que seriam lidos os requerimentos que pedem o impeachment do governador e de seu vice.

Identificada como a porta-voz dos manifestantes, Lorena Rodrigues havia assegurado, pouco antes do vencimento da reintegração de posse, que “não há previsão de saída porque a ocupação é uma forma de pressionar os distritais a analisarem o impeachment do governador arruda. Não queremos atrapalhar ou parar os trabalhos da Casa, mas não podemos fingir que nada está acontecendo com o comando do Distrito Federal”. Ouça mais informações com José Maria Trindade e Luciana Verdolin.

Reintegração de posse da Câmara do DF é adiada

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