O relatório apresentado hoje pelo
Comitê Olímpico Internacional (COI) deu um “grande impulso” à
candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos de 2016, disse o
prefeito Eduardo Paes.

“No mês que nos resta, com humildade, vamos trabalhar com o COI
para convencê-los de que Rio é a melhor proposta e a cidade
candidata que vai dar mais impulso ao movimento olímpico”, afirmou
Paes em coletiva de imprensa.

O COI anunciará no próximo dia 2 de outubro, em Copenhague, a
sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O Rio concorre com Chicago, Tóquio
e Madri.

Já o governador do estado, Sérgio Cabral, assegurou ter “orgulho”
da opinião do COI que, segundo ele, refletem a consistência do
projeto e a integração dos três níveis de Governo (municipal,
estadual e federal).

O ministro do Esporte, Orlando Silva, assegurou que o relatório
da comissão de avaliação do COI divulgado hoje “mostra a confiança
do mundo no Brasil” e destacou a transparência e o caráter
sustentável do projeto carioca.

As três autoridades coincidiram ao destacar os elogios do COI a
áreas como segurança, desenvolvimento de infraestruturas, legado
para cidade e capacidade de atender grandes massas de turistas em
eventos grandes como o carnaval.

Fora isso, os políticos minimizaram a importância das dúvidas do
COI sobre as garantias oferecidas quanto à opção de usar cruzeiros
para completar a oferta hoteleira.

Cabral lembrou que no último carnaval o número de cruzeiros
atracados no Rio superou a quantidade de camas incluídas no projeto
olímpico carioca.

O governador insistiu também sobre o direito da América do Sul de
organizar os Jogos pela primeira vez na história e argumentou que o
Brasil é a única das dez maiores economias do planeta que nunca
recebeu o maior dos eventos esportivos.

Paes também minimizou a importância da preocupação do COI com a
proximidade das datas na organização da Copa do Mundo de 2014 e os
Jogos Olímpicos, que poderia lançar um “desafio” na área de
promoção, como aponta o relatório.

“A proposta de patrocínio está muito bem estruturada”, assegurou
Paes, que defendeu Pelé como o embaixador dos dois eventos.

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