O Congresso promete pegar fogo nos próximos dias, o que deve agitar ainda mais a disputa pela presidência da República entre Dilma Rouseff, ministra da Casa Civil e candidata oficial do PT, e José Serra, provável candidato do PSDB. É que a revista IstoÉ desta semana afirma que o partido do presidente Lula usou dinheiro público no esquema do mensalão petista, que estourou em 2005 durante a campanha de reeleição do presidente.

A revelação feita pela revista, que afirma ter conseguido acesso a um processo judicial com mais de 69 mil páginas sobre o esquema, chega pouco tempo depois que o publicitário Marcos Valério, sempre ele, ter sido indiciado, com mais 11 pessoas, pelo que ficou conhecido como o mensalão mineiro, também um esquema de financiamento irregular de campanha, no caso, da reeleição do hoje senador Eduardo Azerado (PSDB) ao governo de Minas.

De acordo com a reportagem da revista, a análise dos documentos derruba a versão de que dinheiro público estava fora do mensalão petista. Diz ainda que o ex-prefeito de Belo Horizonte (BH) e coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Fernando Pimentel, é um dos reponsáveis pelo envio ilegal de dinheiro ao exterior, algo em torno de R$ 80 milhões, valor posteriormente usado para pagar dívidas com o publicitário Duda Mendonça e que teve origem em contratos superfaturados da prefeitura de BH.

Pelo que parece, não vai adiantar um partido ficar acusando o outro, já que todos estão envolvidos. Segundo a revista, os documentos mostram o envolvimento de partidos como PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson, PL e PP.

Em nota divulgada à imprensa, Pimentel nega qualquer envolvimento com o esquema nem com processo na Justiça e diz que a intenção da revista é causar danos à imagem da ministra.

Revista diz que mensalão petista usou dinheiro público

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