Ronaldo Luís Nazário de Lima, o popular Ronaldo Fenômeno, atacante do Corinthians e maior artilheiro da história das Copas do Mundo (15 gols em quatro edições disputadas) completa nesta terça-feira (22/09) 33 anos.

Conhecido por ser uma das celebridades mais importantes do mundo, o jogador de futebol, que se destacou como principal ídolo da seleção brasileira nos últimos 13 anos, carrega consigo uma história de sucesso com base na luta e, principalmente, na superação e na vontade de dar a volta por cima.

História

Carioca do subúrbio de Bento Ribeiro, “Dadado”, apelido recebido pelos seus colegas durante a infância, começou a carreira no futebol jogando futsal pelo Valqueire e, logo em seguida, no Social Ramos, clubes localizados no subúrbio do Rio de Janeiro.

Seu futebol objetivo acabou chamando a atenção de olheiros e dirigentes do São Cristóvão, que aprovaram o jogador, dispensado por Flamengo e Fluminense, após uma peneira realizada na sede do clube.

Ainda muito jovem, com apenas 16 anos, Ronaldo foi negociado com o Cruzeiro em 1993. Após uma estreia precoce entre os profissionais, o Fenômeno marcou 12 gols em 14 jogos disputados no Campeonato Brasileiro de 93. Já no ano seguinte, pelo Campeonato Mineiro, o camisa nove marcou 23 gols, levou o título de campeão e artilheiro, convencendo assim o então técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, a convocá-lo para disputar a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

Repetindo o feito de Pelé, que participou do seu primeiro Mundial aos 17 anos, Ronaldo, mesmo sem ter atuado, retornou ao Brasil com a taça de campeão.

Logo após a competição, Ronaldo transferiu-se para o PSV Eindhoven, clube pelo qual se tornou artilheiro do campeonato nacional e campeão da Copa da Holanda, em 1995, com a expressiva marca de 66 gols em 71 jogos.

Tornando-se cada vez mais conhecido na Europa, Ronaldo foi anunciado pelo Barcelona em 1996, ano em que foi eleito, pela primeira vez, o melhor jogador do mundo.

Pelo Barcelona, o até então Ronaldinho marcou 48 gols em 51 jogos. Em 1997, a Internazionale de Milão o contratou o jogador a peso de ouro. Seus gols pela equipe italiana o fizeram receber o célebre apelido de “Fenômeno”.

Início das lesões e os problemas com o peso

Apesar da ascensão meteórica no futebol europeu, foi na Itália que Ronaldo viveu um dos piores momentos de sua carreira. Uma grave contusão no joelho direito, ocorrida em 1999 e agravada em 2000, o deixou afastado dos gramados por quase dois anos. O Fenômeno precisou realizar duas cirurgias no local e passar por um longo processo de recuperação.

Dado por acabado pela maioria das pessoas, Ronaldo mostrou sua vontade de dar a volta por cima e ressurgiu de uma forma surpreendente, conquistando a Copa do Mundo de 2002, disputada na Coréia e no Japão, onde ele se sagrou o artilheiro do torneio, apagando assim o drama na final do mundial de 1998, na França.

O desempenho de Ronaldo na Copa de 2002 fez com que o Real Madrid pagasse muito caro para trazer o camisa 9. E foi no time merengue que o atacante começou a viver os problemas com a balança.

Mesmo com as inúmeras críticas sobre sua forma física, a capacidadade de jogar futebol e o faro de gols continuaram os mesmos, tanto que na Copa de 2006, disputada na Alemanha, Ronaldo tornou-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, superando o alemão Gerd Muller, com 15 gols.

Em 2007, Ronaldo retornou à Itália, só que para defender as cores do Milan. Após marcar nove gols em 20 partidas pelo clube rossonero, o atacante sofreu uma nova lesão, desta vez no joelho esquerdo. Depois da contusão, o jogador terminou o contrato com a equipe de Milão e se desligou do Milan.

Após a rápida passagem pelo Milan, Ronaldo, torcedor declarado do Flamengo, manifestou o desejo em defender o Rubro-Negro carioca e chegou a treinar na Gávea. Porém, o Corinthians se antecipou ao rival e acabou acertando a contratação do Fenômeno.

Mais uma vez o atacante, que para muitos era um ex-jogador em atividade, deu a volta por cima e mostrou que ainda não estava acabado para o futebol. Com o camisa 9 como destaque da equipe, o Corinthians sagrou-se campeão paulista de forma invicta e levou ainda o título da Copa do Brasil, que classificou o alvinegro para a Libertadores de 2010.

Licenciamentos

Juntamente com o grande desempenho dentro de campo, Ronaldo também ajudou o Corinthians na parte financeira. Com o Fenômeno, o clube de Parque São Jorge conseguiu o maior patrocínio do futebol brasileiro em 2010. Além disso, a camisa do jogador é, disparada, a mais vendida nas lojas oficiais do Corinthians.

Os produtos licenciados e que carregam o nome do jogador, ou simplesmente o número 9, são sucesso de vendas. Um minicraque com a caricatura de Ronaldo de 16 cm, é vendido no Corinthians por R$79,90 e os adesivos reaplicáveis Corinthians/Ronaldo saem por R$9,90.

Não é a toa que Ronaldo carrega o apelido de Fenômeno. Além de ser um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, o atacante também é um sucesso no marketing e nas vendas.

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