Em 2009 um dos maiores nomes do forró (e não apenas) completaria 90 anos. Mas em sua cidade natal, Alagoa Grande (PB), Jackson do Pandeiro é reverenciado sem a necessidade de qualquer data especial.

Com apenas 28 mil habitantes, a cidadezinha chega a receber mais de 100 pessoas por dia, todas com destino certo: o museu Jackson do Pandeiro. De acordo com o administrador do local, Severino Antonio da Silva, o Bibiu, nos finais de semana são dezenas os ônibus turísticos que chegam.

“Eles vêm principalmente de outras cidades da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Mas já recebemos até turistas estrangeiros. Muitos músicos e radialistas visitam o museu”, explica.

O acervo, em sua maior parte, pertencia ao historiador Fernando Moura e foi adquirido em 2001 pela prefeitura de Alagoa Grande. Moura reuniu um extenso material sobre o músico depois de passar oito anos pesquisando sua vida para escrever o livro Jackson do Pandeiro – o rei do Ritmo, junto com Antonio Vicente.

Além de muitas fotos, roupas e instrumentos de Jackson, o local reúne toda sua discografia. “Entre compactos e LPs, ele gravou 116 discos e todos estão aqui”, diz Bibiu. “São 417 músicas, que também estão disponíveis em formato digital, além dos discos originais”, acrescenta.

Inaugurado no dia 18 de novembro de 2008, o museu fica na Rua Cônego Firmino Cavalcante, 762, Centro, em frente ao Correio da cidade. Ele fica aberto diariamente, das 8 às 20 horas, inclusive nos finais de semana. A entrada é gratuita.

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