São Paulo está atualmente na última colocação na lista dos dez estados brasileiros na produção de petróleo. Para o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, essa posição deve melhorar e o estado ficará na segunda posição em 2020, perdendo apenas para o Rio de Janeiro.

Em entrevista à Agência Estado, o presidente da estatal informou que a produção paulista da Petrobras em agosto foi, em média, de 527 barris por dia. Enquanto isso, o Rio de Janeiro atingiu uma média diária de 1,6 milhão de barris. O segundo colocado foi o Espírito Santo, com produção 90,4 mil barris em média ao dia.

O principal motivo para a disparada de São Paulo nos próximos anos é a extração do petróleo do pré-sal. Para Gabrielli, haverá uma mudança na relação da estatal com o estado. “A Bacia de Santos é, extremamente prolífica. Temos possibilidades de exploração em águas rasas e profundas. E vale destacar que a maior parte desta bacia se encontra no litoral paulista”.

Um dos reflexos que o estado sentirá é no aumento da infraestrutura da empresa e do número de funcionários. No entanto, o presidente da Petrobras preferiu não falar em números.  Mas deu um exemplo: “Estamos construindo uma gigantesca unidade de tratamento de gás em Caraguatatuba”.

Outro benefício para os paulistas é o aumento das receitas do estado, já que a produção da Petrobras devera pagar royalties e participações especiais. Por ter pouca representatividade, São Paulo recebe uma quantia pequena.

Para o executivo, é praticamente certo que São Paulo se tornará o segundo maior produtor. Basta apenas saber quando será. “2012, 2013 ainda é cedo. Mas até 2020 isso pode acontecer”.

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